quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A Farsa de Inês Pereira - Gil Vicente


Sobre a obra - A peça surgiu em resposta aos críticos que Gil Vicente enfrentava na época. Acusando-o de plagiar determinadas obras, lançaram-lhe um desafio. Ele deveria escrever uma obra baseando-se no seguinte ditado: “Mais quero asno que me leve, que cavalo que me derrube”.

Assim, surgiu “A Farsa de Inês Pereira”, que tem no personagem Brás da Mata a personificação do cavalo, que derruba, ou, no caso, cerceia as ambições de Inês. O personagem Pero Marques, por outro lado, representa o asno, que literalmente a carrega nas costas e faz tantas outras de suas vontades.

Sobre o autor - Acredita-se que teria nascido por volta de 1465, já que há poucos registros oficiais sobre a vida de Gil Vicente. Provavelmente, sua origem se encontra na cidade de Guimarães ou em outro lugar na região da Beira, em Portugal. Sabe-se que foi casado duas vezes e foi pai de cinco filhos. Um deles, Luís Vicente, organizou a primeira compilação das suas obras. É autor de mais de 40 autos (nome dado à época para peças de teatro), sendo o de estréia denominado "Monólogo do Vaqueiro" (ou "Auto da Visitação"), datado de 1502. O último, "Floresta de Enganos", foi escrito em 1536, ano que se presume ser o de sua morte.


Espaço do Professor - Dentre as diversas facetas da obra, o professor pode utilizar a face da ambição como forma de demonstrar aos alunos outro provérbio popular: “Quem muito quer nada tem”. A máxima pode servir de gancho para debater a sociedade contemporânea e questionar os limites da ambição na atualidade.



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